
A trotezito no mais
Sempre gostei da morena
Como é linda a liberdade
Ausente por alguns dias. Na volta, Fronteira Oeste e Missões.
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O BOE e sua truculência contra os Movimentos Sociais
(foto enviada por Elenílso Portela via e-mail)
No dia seguinte, quase 50 mil mulheres campesinas foram à Brasília, participar da Marcha da Margaridas. Segundo a coordenadora de mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Carmen Foro, em entrevista para a Agência Brasil, o principal objetivo da Marcha das Margaridas, desde o ano 2000, é discutir o tema da fome, da pobreza e da violência contra a as mulheres. Além disso, sobraram protestos contra a reforma da Previdência, especialmente a mudança da idade mínima para aposentadoria das trabalhadoras.
O texto e as imagens acima são parte do trabalho "Segurança Internacional e Terrorismo", escrito e apresentado por mim e pelo colega Cesar F. Jacques na disciplina de Direito Internacional Público. Caso alguém queira a apresentação completa, em .ppt, entre em contato pelo e-mail que está no rodapé do blogue. Foi impossível encontrar os autores das fotos. As que retratam trabalhadores rurais sem-terra são de Sebastião Salgado.
Sim, eu poderia falar sobre o vento, se diversos edifícios públicos de Santa Maria - entre eles o Theatro 13 de Maio, a Casa de Cultura e Biblioteca Municipal - não estivessem sem energia elétrica porque a Prefeitura Municipal não paga à AES Sul a taxa de iluminação pública.
Quem sabe eu falasse do vento se o ensino público do Rio Grande do Sul não estivesse sendo desmontado, enquanto o Banrisul, em processo de privatização, tem os maiores lucros de sua história.
Hoje os colégios estaduais da cidade começaram a empilhar estudantes nas salas-de-aula para reduzir o número de professores da rede pública. E isso não me permite falar do vento.
("Mais um dia sem trabalho" - foto de Karina)E nem é incompreensível que essas coisas aconteçam todo dia. Se considerarmos quem são e de onde vêm os magistrados brasileiros, não nos espantaremos. Eles fazem parte de uma classe que eu chamo de pseudo-aristocracia brasileira. São os descendentes dos senhores de engenho, barões de café e de toda a oligarquia rural falida, que, após a industrialização do país, tornaram-se bacharéis, mantendo suas regalias às custas do Estado. Fenômeno parecido aconteceu com a nobreza européia após a Revolução Francesa e o início da era industrial.
E as faculdades de Direito? De dentro de uma - por sinal uma das que formam mais futuros juízes - posso dizer que elas contribuem muito para que existam Azambujas Moreira e Junqueiras Filho. Com sua homogeneização forçada, seu discurso tecnicista e acrítico que esconde os dogmas conservadores perpetuados na estrutura da Justiça brasileira. O caráter humano do Direito é repudiado. Leis, códigos. Nada de realidade, sequer literatura. Devemos ser técnicos. E esquecer que trabalhamos exatamente com os dramas das pessoas.
Eu sei, eu sei... paranóia minha.
foto: Fábio Konder Comparato (tirada do sítio Vermelho)